sexta-feira, 17 de julho de 2026

O automobilismo sempre se paga! É genial!

Pra começar, uma empresa tem que fabricar os pneus. Em seguida, outra tem que fabricar as rodas. Uma terceira fabrica os discos, pinças e pastilhas. A quarta empresa produz o fluído de freios. A quinta vai produzir molas e amortecedores. Na sexta é o diferencial. Sétima? Kit de embreagem multi-disco e volante de motor aliviados. Na oitava é o sensor MAF e os bicos injetores. Uma nona faz a turbina e uma décima faz o supercharger. A décima primeira é a injeção programável. A décima segunda o combustível. A décima terceira é o óleo lubrificante. Pelas mãos da décima quarta... o aditivo pra água do radiador. E por aí vão, décima quinta, décima sexta, décima sétima... E quando cada carro usa uma marca diferente, acaba barateando o custo e fortalecendo a competição entre os fabricantes.

Entenderam agora porque eu vou morrer detestando esportes mais primitivos e infantis como o futebol?

Quando o único equipamento valorizado é o seu corpo, todos aqueles milhares investidos ao seu redor perdem o sentido. Mas, sou ambivalente como um japonês; gostaria que no Brasil o automobilismo tivesse uma força maior na industrialização e emprego de pessoas. Ao mesmo tempo, quero mais que essa economia bosta vá pro buraco mesmo, com trocentos mil trouxas pagando seus R$ 50 semanais para ver o Estrelinha do Amazonas jogar contra o Náutico Goianiense lá no Ceará, só pra cumprir tabela.

Não é à toa que não adianta tentar salvar essa "brincadeirinha de recém-nascidos". Se até o clube mais fudido lá fora paga em moeda estrangeira mais forte (com direito a correção na cotação!!) e numa economia que funciona melhor do que a nossa, então quer dizer que nem os melhores caprichos daqui se comparam ao básico de lá.

É uma falha sistêmica, de expectativas gigantes que não condizem com a realidade. E para isso, sempre restam apenas duas opções: copiar o sistema de lá e assumir que ele é melhor ou abandonar o que temos e partirmos para coisas diferentes.

Não me dá dor nenhuma ver infinitos futebolistas talentosos indo jogar em clubes de outros países. Trouxa é quem realmente fica por aqui. Eu faria exatamente a mesma coisa. Chore o quanto quiser pro seu campeonato, capial! Violão também tem ré e vocês vão engolir de volta esse seu ódio contra mim se acham meu argumento "errado". Eu só respeito a seleção feminina brasileira que realmente dá muito mais o sangue nas olimpíadas do que essa merda vinda do lado masculino.

Felizmente, só aprendi a gostar de carro. Ganhando ou perdendo, faça chuva ou faça sol, na vida e na morte. Pau no ânus dos brasileirinhos perdidos atrás de bolas que não são as do próprio saco. Se fosse ao menos da sinuca, do volley, do basket, do ping-pong, do tênis, do frescobol, do boliche, de gude...





Dá-lhe pão e circo aos trouxas! Gosto por imposição? Então não é gosto. É ditadura induzida. E ditaduras, ao meu ver, só merecem uma solução: o fim amargo. Pelo bem da cabeça humana.

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