É oficial: a Mitsubishi trouxe de volta 2 Eclipses! E para cagar na receita: ou você escolhe um cabide de peças chamado "SUV", ou então um Nissan Leaf compartilhado.
Sabendo muito bem que BRZ/86, Miata ND e Prelude são claros exemplos de que dá sim para fazer uma plataforma esportiva ser compacta e econômica, fico me perguntando o que deu na Mitsubishi atual que parece agir pior do que a Nissan. O problema não é a tecnologia, mas sim a plataforma na qual o nome está sendo divulgado.
Se ao menos fosse um Eclipse wagonette, como os da Stock Car Brasil...
O Eclipse Cross, apesar de ter todos os componentes para uma boa performance, passa muito longe de ser aquele esportivo leve e compacto que outrora fazia a cabeça da garotada e era um charme de se guiar. E agora com o apelo para o Leaf, fica ainda mais confuso o caminho que a Mitsubishi está tomando. O pequeno Mirage ainda segue vivo, firme e forte. Mas onde está a versão Ralliart AWD para brigar com o Yaris AWD? A pickup Triton tem um excelente potencial e a própria Mitsubishi está trazendo a Pajero de volta. Será que não é hora de fazer aquela declaração de amor à esportividade, tecnologia e eficiência, trazendo de volta plataformas relevantes como Lancer, Galant, Legnum, Cordia, Tredia, Starion, GTO e FTO?
Mitsubishi Eclipse Sportback... mas não deixe um parachoque e um acabamento com outro desenho te enganar. É apenas um Nissan Leaf compartilhado com a montadora vizinha.
Mas, tudo isso me coloca em uma avassaladora conclusão: talvez aquele odiado Eclipse de terceira geração, aquele roxinho dirigido por Tyrese Gibson no 2 Fast 2 Furious, neste exato momento tenha agora se tornado um carro eficiente. Sim, eu também fui um dos que pouco gostavam de como o Eclipse estava crescendo e se tornando cada vez mais uma sombra do GTO. Mas agora, com esse emburrecimento de quem trabalha na Mitsubishi, e até da sociedade em geral devido à ilusão de como as pessoas criam expectativas ilusórias, aquele que seria para minha mente afiada o "pior" Eclipse de todos os tempos, se tornou uma das compras mais sinceras e racionais em termos de automóvel no dia-a-dia. Novamente, repito para o clamor da plateia: o conceito da tecnologia é perfeito, mas infelizmente é a plataforma do objeto que está fora de sintonia e o autor da obra não tem vontade de trabalhar.
Aliás, isso puxa assunto até para falar sobre o que foi o tal do "BMW Zupra", sob uma outra ótica. Ali sim o projeto meio que deu certo. Mas, é assunto pra outro dia.




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