Desde que eu mudei minha psicologia em prol de uma abordagem mais "asiática" na forma de interpretar a vida e o mundo, parece que eu sempre tenho que explicar exatamente tudo aquilo que eu quero dizer. As constantes desavenças que tenho com minha família são exatamente fruto entre esta vontade de fazer as coisas por paixão vs. por obrigação.
Eu entendo muito bem que trabalhar garante o sustento diário. Mas, especialmente numa sociedade ocidental quebrada como a brasileira, de quê adianta trabalhar e sustentar esse sistema completamente hipócrita e contraditório, especialmente quando a vasta maioria das pessoas ainda prefere acreditar e morrer por ele?
É por isso que eu sou extremamente categórico nos meus limites. Jamais vou confundir a ética com a etiqueta. Tudo tem um limite! E, conhecendo o mundo exatamente como ele é, não poderia ficar mais extremamente decepcionado com a forma e o pensamento ocidentais de se "viver a vida".
A minha forma de comunicar, criticar e produzir coisas vai totalmente contra as expectativas dos povos ocidentais. Eu já sabia que eu era assim desde pequeno, mas faz uns poucos anos que eu consegui descobrir de onde vem essa organização mental minha. Depois que passei a me apegar à culturas orientais, foi só aquele abraço para o mundinho ocidental.
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